João Mahmud

joão mahmud

ENTREVISTA


1) De que forma as novas tecnologias para saídas de emergência podem impactar o mercado de proteção passiva contra incêndio?

A ASSA ABLOY acredita que as novas tecnologias vieram para atender demandas reprimidas de soluções para saídas de emergência. Sua popularização incentivará cada vez mais projetos com especificações envolvendo as novas tecnologias sugeridas e aplicadas por nós.

2) Quais as principais diferenças, vantagens e aplicações da nova tecnologia da ASSA ABLOY em relação às já existentes no mercado?

Bem, nós buscamos atender sempre as normas e as necessidades do cliente. No Brasil, uma aplicação muito utilizada para controle de acesso é a PCF com eletroímã e barra antipânico. O eletroímã realiza o controle externo, e internamente a barra com micro switch adaptado envia o sinal de abertura do eletroímã. Mas isso gera dois problemas. O primeiro é a utilização constante de eletroímãs comuns que possuem magnetismo residual, ou seja, mesmo com a interrupção da energia, esse conjunto continua magnetizado por alguns instantes. Em uma situação de pânico, essa falha pode levar ao entendimento de que a porta continua bloqueada e causar uma grande tragédia. O segundo problema é a adaptação de barras com micro switch. Poucos fornecedores oferecem esse modelo de Barra AP testado e ensaiado em um ensaio de fogo em laboratório. Quem garante que, após início de um incêndio, os componentes elétricos funcionarão adequadamente para interromper a corrente do eletroímã? Pensando nisso, a ASSA ABLOY tem por missão oferecer aos clientes soluções diferentes. O nosso sistema de controle de acesso conta com strike elétrico, que faz a mesma função de maneira segura e confiável. Ele trava a lingueta da barra antipânico, liberando-a apenas com um sinal elétrico do controle de acesso externo (seja ele qual for), ao passo que, dentro do ambiente, o acionamento da barra segue normal, com um modelo padrão mecânico integralmente nosso, da Metalika, segura e devidamente certificado em ensaios corta fogo.

3) A ASSA ABLOY possui um centro de Pesquisa & Desenvolvimento? Como funciona e quais as rotinas desse centro?

Sim. Inovação é o pilar principal de todas as mais de 100 empresas do grupo espalhadas pelo mundo, inclusive na Assa Abloy Brasil. Especialistas-chave trabalham de maneira corporativa, visitando cada empresa, ensinando e fornecendo ferramentas inovadoras de qualidade para as equipes locais desenvolverem seus produtos alinhadas com a estratégia de cada uma delas. Na Metalika (marca fabricante das portas corta fogo, do grupo ASSA ABLOY), realizamos constantemente VA/VE, workshops e VOC para implantação de melhorias de nossos produtos e serviços, além – é claro – de benchmark com empresas estrangeiras dentro do grupo que já possuem soluções que podem nos atender de alguma forma.

4) Que relevância e quais medidas de segurança contra incêndio podem ser conquistadas por meio do centro de P&D?

O P&D tem extrema relevância nesse tema. A utilização de produtos que possuam interface com o sistema de alarme de incêndios é um exemplo dessas novas conquistas. Isolantes térmicos minerais cada vez mais eficazes em termos de condutividade térmica também são um exemplo de como nosso P&D desenvolveu a área de proteção contra incêndio. 

5) Qual a expectativa de demanda de mercado para a inovadora tecnologia de saídas de emergência da ASSA ABLOY?

O cenário de incerteza do Brasil e do mundo hoje tornam difícil fazer uma previsão com números de crescimento de demanda. O que temos certeza, porém, é que a pandemia trouxe um cenário de revisão de mentalidade das grandes obras e das grandes construtoras em diversas áreas, e que agora buscam sair do senso comum no que tange às portas corta-fogo como ‘commodities’, mas como soluções. Empreendimentos como galpões logísticos cresceram exponencialmente nos últimos meses, gerando uma enorme demanda de soluções para novos projetos, assim como a construção de Data Centers, especialidade da ASSA ABLOY em ofertas de soluções. Nossas projeções são de, no mínimo, dobrar o atendimento a esses projetos com tal tipo de demanda.